Colangiocarcinoma

Colangiocarcinoma

Prof. Dr. Marcel Autran Cesar Machado,  Professor Livre-Docente de Cirurgia, Departamento de Gastroenterologia, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

É o tumor hepático maligno primário mais freqüente após o hepatocarcinoma. Desenvolve-se a partir do epitélio biliar e se apresenta como um adenocarcinoma, que pode ser difícil de diferenciar de um tumor metastático. O exame de imunohistoquímica pode mostrar um tumor de origem bílio-pancreática. O aspecto é muito semelhante ao das metástases hepáticas e por este motivo, geralmente o paciente realiza diversos exames na procura do tumor primário (estômago, cólon, mama, próstata) antes do diagnóstico definitivo.

Pacientes com colangiocarcinoma intra-hepático (dentro do fígado) geralmente se apresentam com massas hepáticas assintomáticas, perda de peso, saciedade precoce e anorexia. Como este tumor é geralmente assintomático em suas fases iniciais, a maioria dos pacientes apresentam doença avançada no momento do diagnóstico. Em exames de tomografia computadorizada ou ressonância magnética, o colangiocarcinoma pode ser facilmente confundido com carcinoma hepatocelular ou tumor metastático de origem desconhecida . A biópsia percutânea vai revelar um adenocarcinoma que pode não contribuir para o diagnóstico. Ao contrário do carcinoma hepatocelular, os níveis séricos de alfa-fetoproteína são normais. A procura por um tumor primário responsável por metástase hepática será negativa. Uma lesão solitária não associada à vesícula biliar em paciente sem cirrose hepática, sem tumor primário detectável, com níveis normais de AFP é sugestiva de colangiocarcinoma periférico. A retração da cápsula hepática, visível nos exames de imagem (ultra-sonografia de abdome, tomografia ouressonância), é sugestiva de colangiocarcinoma.

O tratamento é a hepatectomia parcial (retirada de parte do fígado que contém o tumor). Muitas vezes o diagnóstico é tardio e é necessária hepatectomias extensas como trissegmentectomia (retirada de quase 80% do fígado). Como este tumor geralmente se origina em fígado sem cirrose, a realização de grandes ressecções hepáticas (hepatectomia, retirada de fígado) é possível sem resultar em perda da função hepática.

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35 Responses to “Colangiocarcinoma”


  1. 1 Rita Peres 5 de junho de 2012 às 6:36

    Gostaria de saber se o paciente com colangiocarcinoma com metastase de pulmão e cérebro poderia operar o fígado???

    • 2 mmautran 5 de junho de 2012 às 12:46

      Cara Rita, infelizmente neste estágio a doença está muito avançada e o tratamento isolado do fígado não trará benefícios e pode afetar o tratamento adequado que é quimioterapia exclusiva.

  2. 3 marselle freire manoel 22 de junho de 2012 às 1:02

    DR.MINHA MÃE TEM 63 ANOS E A TRES MESES DESCOBRIU QUE ESTÁ DOENTE E A UMA SEMANA DESCOBRIU COLANGIOCARCINOMA DE NÍVEL 4 ELA TEM DOIS TUMORES UM TEM 98 X 87 MM ,E ELA FEZ UM PROCEDIMENTO POR ENDOSCOPIA PARA COLOCAR DOIS ANÉIS E DOIS DRENOS PRA MELHOR A ECTERÍCIA, E O MÉDICO DISSE QUE O CASO DELA SÓ TRANSPLANTE ,ELA NÃO TEM METÁSTASE,EU LI SEU ESTUDO E GOSTARIA DE SABER SE O CASO DELA ,PELO POUCO QUE ESTOU DESCREVENDO, TEM CURA POR QUÍMIOTERAPIA ,ELA ESTÁ MUITO FRACA ,MAGRINHA MAS CHEIA DE ESPERANÇA,SE FOR CASO DE TRANSPLANTE ,O QUE DEVEMOS FAZER, SOU EU ,MEU MARIDO ,MEU PADRASTO E MEU IRMÃO PROCURANDO UMA RESPOSTA ,NA TERÇA PASSADA ELA COLOCOU OS ANÉIS E NA TERÇA DIA 26 ELA TEM CONSULTA ,VAI FAZER EXAME DE SANGUE ,MINHA MÃE NÃO TEM MUITO TEMPO ,ME DE UMA LUZ ,POR FAVOR. OBRIGADO.

    • 4 mmautran 30 de junho de 2012 às 17:48

      Existem várias apresentações clínicas do colangiocarciocarcinoma. Pelo seu relato me parece tratar-se de um tumor de Klatskin, colangiocarcinoma da junção dos ductos hepáticos. O tratamento inicial é a drenagem da via biliar (drenos para melhorar a icterícia) seguido de estadiamento e tratamento cirúrgico que vai depender das condições clínicas do paciente, da extensão do tumor no fígado e da invasão ou não dos vasos do hilo hepático (veia porta e artéria hepática). Como você vê não é uma decisão simples e ela necessita ser vista por uma equipe multidisciplinar, cirurgiâo especializado em fígado, oncologista clínico, radiologista e patologista. No Brasil o transplante para o colangiocarcinoma ainda não está regulamentado e não acredito a=que seja a melhor solução para o caso dela. O estado geral dela, emagrecida é decorrente da icterícia, ou seja a obstrução da passagem da bile para o intestino evita a absorção de gorduras e o paciente emagrece muito e rapidamente. ela deve melhorar após a drenagem. Espero ter ajudado. Att. Dr. Marcel

    • 5 Ellen 7 de dezembro de 2012 às 15:43

      Marlene minha mãe está com o mesmo problema. Como vcs estão? Porque aqui estamos muito abalados. Vcs descobriram algo para ajudar? Aguardo retorno meu e-mail é ellen-karla@hotmail.com aguardo seu contato

  3. 6 angela 1 de setembro de 2012 às 19:49

    minha cunhada de 47 anos esta com colangiocarcinoma, fez a desobstrucao e aguarda novos encaminhamentos.
    Os medicos disseram que os irmaos mais novos deveriam previnir com exames pois e hereditario. Meu sogro faleceu com o mesmo problema ha 4 anos, mas meu sogro tinha 67. As chances são grande de passar de pai para filhos? e os netos (meus filhos) tambem devem investigar?

    • 7 mmautran 7 de outubro de 2012 às 20:03

      Cara Angela, não existe comprovação de hereditariedade. O que acontece e que alguns membros da família podem possuir os mesmos fatores de risco e desenvolverem a doença. Alguns fatores são a doença de Caroli, litíase intra-hepática (cálculos no fígado), cirurgias prévias sobre a via biliar principal entre outros. No entanto, toda prevenção é benéfica e pode resultar em diagnóstico precoce desta ou de outra doença. Att. Dr. Marcel

  4. 8 Josias Antonio Pedroni 7 de outubro de 2012 às 14:29

    Dr. Marcel, ha dois meses descobri um colangiocarcinoma no meu figado, o diagnóstico inicial do ultrason abdominal em Eunápolis na Bahia é sugestivo de mestatase, mas após varios exames que fiz no ac camargo e no sirio ( radiografia do torax, tomografia e colonoscopia no ac camargo, ressonancia magnética e pt escan no sirio0 não foi achado nada. Logo após fiz a biopsia e a imunoflorescencia quimica, e tudo indica que não outra incidencia. Foi constatado um tumor de 13,2 x 10,3 no figado com alguns nodulos satélites e afetando a vias biliares, não tenho ictericia. Após esse diagnóstico o médico prescreveu quimioterapia com cisplatina e gensar, já fiz 4 secões com previsão de fazer mais 8 para depois avaliar para que seja feita a cirurgia. Como o Sr. vê esta situação e qual sua opinião.

    • 9 mmautran 7 de outubro de 2012 às 20:12

      Caro Josias, o tratamento ideal para o colangiocarcinoma intra-hepático é a cirurgia. Ela pode ser precedida ou não de quimioterapia. Se a doença for ressecável antes da quimioterapia, o intuito desta é reduzir o tumor e o risco de recidiva (quimioterapia neoadjuvante). Se a doença for irressecável ou potencialmente ressecável a quimioterapia tem o objetivo de tornar a doença ressecável (quimioterapia de conversão). O tempo e o número de sessões vão depender, portanto, do intuito da quimioterapia (neoadjuvante ou conversão). Para saber se a sua doença é ressecável, é importante que o seu caso seja discutido em reunião multi-disciplinar onde um radiologista, oncologista e um cirurgião de fígado avaliem a melhor estratégia para você. Para opinar sobre a possibilidade de cirurgia antes da quimioterapia, no momento atual ou após as 12 sessões planejadas, precisaria ver as imagens da tomografia ou ressonância que você já fez ou fará. Att. Dr. Marcel

  5. 10 Cláudia Melissa Góes 15 de janeiro de 2013 às 9:10

    Bom dia doutor,

    Meu nome é Cláudia, tenho 34 anos, moro em João Pessoa, Pb. Há dois anos atrás fiz exames de rotina que constataram cistos no fígado, múltiplos, no fígado inteiro e pequenos(1cm). A médica disse que os cistos são na “árvore” biliar..numa clínica onde fiz a ressônancia eles sugeriram Caroli, um ano depois fiz outra ressonância em outra clínica e foi sugerido Hamartomas. Não tenho sintoma algum, as funções do fígado estão normais. Minha pergunta é, como as clínicas divergiram em ‘diagnóstico’, pela ressônancia dá para diagnosticar um Câncer? Tenho sonhos, queria muito ter outro filho..mas não se fecha num diagnóstico e também disseram que sendo Caroli ou Hamartomas não é indicado uma gravidez. Qual sua opinião?

  6. 11 Fernanda 6 de março de 2013 às 1:53

    Dr. Marcel
    Como faço para realizar uma consulta com o Sr.
    Descobrimos que minha mãe tem colangiocarcinoma, é tumor primário, me envie o seu email, para eu poder enviar os exames e poder lhe passar informações maiores.
    Att;
    Fernanda

  7. 12 jacob caralcdjian 29 de abril de 2013 às 21:56

    HÁ CURA, SE HOUVER QUAIS OS PORCENTUAIS

    • 13 mmautran 6 de maio de 2013 às 21:41

      Caro Jacob. Sim existe cura. Depende do estágio em que se encontra a doença. Em estágios iniciais pode ser superior a 90% enquanto em estágios mais avançados pode girar em torno de 5 a 10% em 5 anos. Portanto o diagnóstico precoce e a instituição do tratamento o quanto antes podem promover a cura dos doentes. Em estágios mais avançados, geralmente a cura é mais difícil mas com o advento de quimioterápicos mais eficazes podemos controlara doença por mais tempo.

  8. 14 Sonia Adarias Soares Bruno 7 de maio de 2013 às 15:54

    Extraí um colangiocarcinoma em 2010. Tive recidiva em 2012 – extraí outro, Vou fazer novos exames. Estranho falarem da magreza de algumas pessoas acometidas, pois eu estou muito gorda – 73 quilos. Alimento-me até em demasia, embora, no geral, não me sinta disposta para coisa alguma. Acho que como muito por ansiedade. Estranhei também por falarem em quimio e radioterapia. Os médicos que me acompanham atestam não haver qualquer eficácia. Não fiz nenhum dos dois, pois, segundo os especialistas, este tipo de tumor não é responsivo a qualquer destes tratamentos.

    • 15 mmautran 7 de maio de 2013 às 18:51

      Cara Sonia, existem vários tipos de colangiocarcinoma. Ele pode ser derivado das vias biliares intra-hepáticas, chamado de intrahepático ou periférico, ou derivado das vias biliares extra-hepáticas, incluindo aí o tumor de vesícula biliar. Para cada forma e localização pode haver diferentes métodos de tratamento. Existe quimioterapia sim para este tipo de tumor, geralmente associado ao tratamento cirúrgico. Este tumor é radio sensível e a radioterapia pode ser útil em alguns casos.

  9. 16 GILVAN 8 de maio de 2013 às 13:12

    Dr. Minha mãe estava com ictericia, foi identificado na TC a dilatação das vias biliares, e foi feito a CPRE para colocar o dreno e a ictericia está resolvida. Logo após ela fez vários exames para tentar chagar a um diagnóstico e somente na ecoendoscopia foi identificada uma lesão no colédodo. O médico diz que trata-se de um colangiocarcinoma e que esta em fase inicial e que a cirurgia para ela é curativa, porém ela tem problema na válvula do coração o que pode tornar a cirurgia arriscada, e que segundo ele a cirurgia é complexa. Gostaria de saber como se pode ter certeza que o ela tem colangiocarcinoma, e não uma outra lesão, pois já faz uns 4 meses que começou a ictericia e a lesão ainda está bem pequena e ela esta ótima. Se ela não fizer a cirurgia o que pode acontecer? Qual a sobrevida? Já teve algum caso que teve obstrução das vias biliares e não se tratava de um colangiocarcinoma? Você acha que vale a pena ela arriscar a cirurgia? Estas são as minhas dúvidas. Obrigado

    • 17 mmautran 8 de maio de 2013 às 16:14

      Caro Gilvan, o colangiocarcinoma de colédoco distal é uma doença potencialmente curável. O tratamento cirúrgico é a duodenopancreatectomia. Trata-se realmente de uma cirurgia complexa com alta morbidade e mortalidade, especialmente se for realizada fora de centro especializado. O ideal seria ela ser tratada em centro especializado e com equipe capacitada para diminuir ao máximo o risco cirúrgico, principalmente por ela ter uma doença da válvula cardíaca. Ela precisa de uma avaliação cardíaca para ver o risco/benefício. Dependendo do tipo de lesão valvular, existe a necessidade de cirurgia cardíaca prévia. Em outras situações, a cirurgia pode ser feita mesmo com lesão de válvula, se for por exemplo uma insuficiência valvar discreta. Se ela não for operada a doença vai evoluir, sem muita chance de cura.

  10. 18 Bianca 1 de julho de 2013 às 1:47

    Boa noite, gostaria de saber quais as contraindicaçoes para a ressecçao cirurgica do colangiocarcinoma? No caso, pcte tem 70 anos, icterico, hipertenso, sem outras comorbidades, tumor de 3,5 cm, cometendo o ducto intrahelatico direito, o hepatico comum, veia porta. E se a quimio ou radioterapia estao indicadas? A drenagem para resolver a ictericia sera essa semana. Agradeço a atençao e aguardo resposta.

    • 19 mmautran 1 de julho de 2013 às 23:54

      Cara Bianca, pelo que você me relatou, trata-se de um colangiocarcinoma da junção dos ductos hepáticos, também chamado de tumor de Klatskin. O tratamento está indicado nos pacientes que não possuem doença à distância (metástases). O tratamento consiste na drenagem biliar até redução dos níveis de bilirrubinas, embolização da veia porta direita (se ela estiver pérvia e o fígado esquerdo for pequeno) seguido de cirurgia. O tipo de cirurgia mais indicado é a hepatectomia direita ampliada para os segmentos 1 e 4 associado a linfadenectomia e anastomoso bilio-digestiva intra-hepática. Trata-se de cirurgia de altíssima complexidade e portanto deve ser realizada em centro especializado e por equipe capacitada. Do contrário, existe risco aumentado de morbi-mortalidade. A quimioterapia ou radioterapia podem ser usadas em casos de doença avançada ou após a cirurgia em casos selecionados após avaliação de um oncologista clínico.

  11. 20 Márcia Helena 10 de agosto de 2013 às 20:34

    Dr. Marcel,
    Minha mãe teve um colangiocarcinoma diagnosticado 2 anos 7 meses atrás. Ele é irressecável, não teve como fazer cirurgia, pois, a localização – envolve a veia porta – tinha risco de hemorragia, segundo o médico.
    Quando descoberto, estava com 5,7 cm… Fez quimioterapia, descansou um tempo e voltou a crescer, agora com 10,9… Enfim, ela está há quase 1 ano sem quimio, e ele mantém-se estável até o momento. Não apresentou icterícia. Ele é primário e não houve metástase.
    Qual a sua avaliação neste caso?
    Obrigada.

    • 21 mmautran 11 de agosto de 2013 às 13:49

      Cara Márcia, o colangiocarcinoma pode ter uma evolução lenta, como no caso da sua mãe. Este fato reforça o fato de que algum esforço cirúrgico deva ser feito para ressecar o tumor pois a evolução até o momento mostra que se conseguirmos retirar este tumor, ela tem uma chance real de cura. Seria interessante analisar as imagens para ver se existe possibilidade de ressecar. Muitas vezes o envolvimento da veia porta, por si só, não contraindica a cirurgia. Outro fato positivo é o não envolvimento da via biliar (ausência de icterícia) que facilita a realização de hepatectomias extensas (ou extremas). Att. Dr. Marcel

  12. 22 Anna Caroline 5 de setembro de 2013 às 22:55

    Dr. a biopsia do meu sogro acabou de sair. E deu dois tipos de câncer no figado, o colangiocarcinoma e adenocarcinoma, e já fazia uns 3 meses que ele estava tentando descobrir o que tinha, emagreceu muito e está fraco. O senhor acha que ele tem chances de se recuperar? Ou a recuperação dos dois juntos é muito prejudicial?

    • 23 mmautran 6 de setembro de 2013 às 13:08

      Cara Anna, na verdade deve tratar-se de um colangiocarcinoma. Este tumor é indistinguível de um adenocarcinoma metastático. O que os diferencia é o exame imuno-histoquímico da biópsia. O resultado deve ter vindo adenocarcinoma pela exame simples da peça e a imuno-histoquímica confirmou que trata-se de um colangiocarcinoma. Logo ele tem um tipo único de tumor, colangiocarcinoma que é primário (originário) do fígado. O melhor tratamento para este tumor continua sendo a remoção cirúrgica completa, desde que possível. De qualquer modo você deve procurar um oncologista clínico para avaliar a possibilidade de tratamento cirúrgico ou quimioterapia. Att. Dr. Marcel

  13. 24 Déborah 19 de setembro de 2013 às 19:21

    Olá Doutor!
    Estou com muitas dúvidas a respeito do Colangiocarcinoma, pois minha mãe está e fase de investigação dessa doença. Estamos aguardando apenas o laudo da colangiorressonância para sabermos o grau.
    Tenho muito receio, pois tudo o que eu li sobre o assunto é asustador.
    Quais são as chances de cura da doença, no grau 2 e no grau 3? Há possibilidades dela viver mais de 5 anos? (porque todos os lugares utilizam este prazo para sobrevida). Ela colocou uma prótese para ajudá-la e para melhorar os sintomas, enquanto aguardamos a cirurgia de ressecção, porém, ela colocou ontem e ainda está ictérica, isso é normal? Ela está sentindo dores no abdomen, onde colocaram a prótese, é comum tmabém, essas dores?
    Me desculpe tantas perguntas, mas estamos bem chateados com essa situação, apesar de confiarmos cegamente em Deus, e nos seu poderes para curar.
    Fico muito grata, pela atenção!!
    Obrigada!

  14. 25 Adriana 4 de novembro de 2013 às 16:13

    Dr. Marcel, gostaria de saber sobre a albumina. Meu marido foi diagnosticado há um ano com colangiocarcinoma, desde então faz tratamento, já estamos no terceiro protocolo.
    inicialmente Gemsar e Cisplatina, aí houve uma queda brusca de plaquetas com bilirrubinas total de 8,8 em abril deste ano.
    Assumimos então Gemsar e Xeloda + Revolade.
    Em agosto fizemos a quimioembulização. De lá para cá fizemos 3 sessões de Qt.
    Começou com ascite em Setembro, tentamos controlar com diuréticos, atualmente está tomando albumina intra de duas a três vezes por semana.
    Seu quadro geral é muito bom, apenas o desconforto é grande devido aos inchados de pernas, pés e barriga.
    Sua albumina hoje está a 1,8.
    Dr., este quadro é reversível? Existe algo que passamos fazer para aumentar este nível, ou ativar sua produção pelo fígado?
    Grata.

    • 26 mmautran 7 de novembro de 2013 às 12:16

      Cara Adriana, infelizmente o quadro do seu marido está muito avançado. A doença evoluiu para provável acometimento do peritônio, o que gera ascite e consumo de albumina. Além disso o próprio fígado danificado pela doença reduz a produção de albumina o que leva a formação de ascite. Não existe nada muito eficaz em aumentar a albumina, a não ser fazer a reposição endovenosa e tentar melhorar a alimentação com suplementos proteicos que uma nutricionista pode orientar melhor que eu. Se ele conseguir se alimentar bem isso pode reverter o quadro. O uso de diuréticos ajuda também mas tem que ficar de olho na função renal e no nível de sódio e potássio. Espero que ele se recupere. Att. Dr. Marcel

      • 27 Adriana 14 de novembro de 2013 às 18:20

        Obrigada Dr. pela resposta. Infelizmente esse prognóstico já faz parte dos meus piores pesadelos.
        Peço mais uma vez seu auxílio, gostaria de saber o máximo de albumina que ele pode receber, sendo seu peso 105,1 Kg e 1.80m.
        Fizemos uma parecentese com drenagem de 4 litros, houve vazamento pelo ponto de punção, portanto, está usando dreno Karaya, eliminando na média de 2,5 litros por dia, desde 06/11.
        Após a parecentese seu nível de albumina subiu para 2,6, vamos repetir o exame na próxima semana.
        Novo protocolo assumido: Xelox
        Sua última frase me faz acreditar na esperança que sinto, obrigada mais uma vez.
        Espero um dia, junto com meu marido, encontrá-lo pessoalmente.

      • 28 Adriana 20 de novembro de 2013 às 1:50

        Dr., meu marido veio a falecer no último dia 17. Acometido repentinamente por uma hemorragia, que não houve como conter.
        Quero agradecer por suas palavras, por sua dedicação e parabeniza-lo por seu trabalho aqui, auxiliando e socorrendo pessoas como eu, que em seus piores momentos procuram explicações, respostas, entendimento!
        E de coração espero que chegue o dia em que está doença seja erradicada. Livrando-nos assim de tamanha angústia e dor.
        Obrigada Doutor!
        Adriana

  15. 29 Andre Souza 14 de janeiro de 2014 às 15:42

    Dr. Minha mãe tem 62 anos e foi diagnosticada
    com colangiocarcinoma, ela tem doença de
    Caroli e já retirou metade do fígado e também
    a vesícula, dia 21/01 ela vai fazer a primeira
    sessão de quimioterapia, no resultado da
    ultima tomo ela esta com um tumor de 8cm e
    mais dois menores de 3cm, ela está bem
    magrinha, não consegue se alimentar e tem
    muitas dores abdominais
    Gostaria de saber se o tratamento
    quimioterápico vai ajudar no caso dela

    • 30 mmautran 9 de fevereiro de 2014 às 22:17

      Caro André, o tratamento ideal para o colangiocarcinoma é cirurgia seguida de quimioterapia. Em algumas situações recomenda-se quimioterapia antes da cirurgia para diminuir o tumor e possibilitar uma eventual cirurgia. A quimioterapia pode diminuir o tumor e aumentar a sobrevida. Não são todos os pacientes que respondem à quimioterapia. Se ela tiver resposta à quimioterapia, deve ser avaliada novamente para uma eventual nova cirurgia sobre o fígado. Lembre-se que o fígado se regenera e mesmo após a retirada de metade do fígado (conforme seu relato) existe a possibilidade de nova operação. Contudo, sem ver as imagens atuais não consigo opinar sobre o estado atual dela. Att. Dr. Marcel

  16. 31 Jessica Miranda Oliveira 29 de maio de 2014 às 17:51

    Quais as diferenças clínicas entre um colangiocarcinoma perihilar e um colangiocarcinoma do colédoco distal?

    • 32 mmautran 30 de maio de 2014 às 13:30

      Cara Jéssica. do ponto de vista histológico são idênticos. No entanto os dois diferem muito na localização. O do colédoco distal pode acometer a região da papila e pâncreas e o tratamento cirúrgico consiste em duodeno-pancreatectomia cefálica. Já o perihilar acomete a porção proximal da via biliar, acometendo os vasos do fígado e o tratamento consiste em retirada de parte do fígado. Ou seja, a localização vai determinar o tratamento adequado. O tumor perihilar é chamado de tumor de Klatskin (acrônimo). O tumor de colédoco distal geralmente é estudado em conjunto com os tumores de papila (Ampula de Vater) e cabeça de pâncreas, sendo chamados de tumores periampulares. Att. Dr. Marcel

  17. 33 silvio cesar da silva 4 de setembro de 2014 às 0:33

    Prezado colega Dr Marcel
    Apesar de ser um colega médico não tenho conhecimento na sua especialidade pois sou mastologista e por isso gostaria que me fornecesse algumas informações:
    Minha mae teve cancer de mama estágio 1 ha 2 anos e agora apresenta-se com colangiocarcinoma periférico de 6cm visualizado no pet scan e na TC. Seu estado geral é ótima e sem manifestações clinicas apesar de ter 71anos. Entretanto na RNM abdome mostrou uma lesao na papila pancreática de 3mm e suspeita. Em discussao com equipe foi proposto só a abordagem hepatica pois nao existe confirmação histológica da lesao pancreática (visto apenas na RNM e nao no pet/TC) e por aumentar a morbidade cirúrgica. vc concorda com isso?? vc acha que a quimioterapia adjuvante também pode fazer um controle dessa lesao pancreática em caso de malignidade? pode ser ou deve ser abordada em um segundo tempo cirúrgico?.

    • 34 mmautran 4 de setembro de 2014 às 0:58

      Caro Dr. Silvio, o tratamento deve ser focado no colangiocarcinoma hepático. No entanto, a papila deve ser avaliada por endoscopia com visão lateral e biópsia. O mais provável é tratar-se de um adenoma de papila ou tumor neuroendócrino. Os dois tipos de baixo grau de malignidade e que podem ser tratados com ressecção endoscópica da papila (existem poucos endoscopistas que fazem direito este procedimento). O mais importante agora é o tratamento do colangiocarcinoma. Dependendo da localização do tumor hepático pode ser tratado por laparoscopia com segurança sem perder o caráter oncológico. Se puder me mande as imagens para eu opinar melhor. Att. Dr. Marcel

  18. 35 Déborah Mendes 29 de setembro de 2014 às 1:10

    Dr. uma pessoa da família está com colangiocarcinoma, descoberto no último 15 de julho. Imediatamente após a cirurgia apresentou icterícia que foi tratada com colocação de um dreno no fígado. Dois dias depois colocou um cateter para quimioterapia e está na segunda seção. Tudo o que leio sobre essa doença é estarrecedor. Os médicos correram muito, cobraram urgência em todos os procedimentos e avisaram que é grave. Ela começou a se alimentar bem e ente poucas dores. Estou muito confusa quanto à sobrevida dela. No geral qual é média de tempo que vivem os pacientes com esse diagnóstico? Quais são os sinais que demonstram o agravamento da doença?


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