Archive for the 'colangiocarcinoma' Category

Cirurgia de Fígado sem Cicatriz. Técnica de laparoscopia com portal único

Cirurgia do Figado. Hepatectomia por videolaparoscopia. Cirurgia com Portal Único. Cirurgia Anatômica. Câncer de Fígado

Dr Marcel Autran Cesar Machado, Professor Livre-docente de Cirurgia da USP e médico do Hospital Sírio Libanês publica trabalho onde

Cirurgia do Figado. Hepatectomia por videolaparoscopia. Técnica com Portal Único. Cirurgia Anatômica. Câncer de Fígado

Dr Marcel Autran Cesar Machado, Professor Livre-docente de Cirurgia da USP e médico do Hospital Sírio Libanês publica trabalho onde mostra sua técnica pessoal de cirurgia de fígado com portal único. Este tipo de cirurgia está indicado em casos selecionados e proporciona o mesmo resultado da cirurgia laaproscópica porém com menos dor e resultado estático excelente, uma vez que ela é realizada por meio de uma incisão única na cicatriz umbilical (umbigo).

Palavras-chave: Cirurgia de figado. Hepatectomia Laparoscópica. Câncer do fígado.  Tratamento do Câncer. Portal Único.

Hepatectomia laparoscópica com portal único: Experiência pioneira no Brasil

Machado MA, Surjan RC, Makdissi FF

Arq Bras Cir Dig 2013;26(2):144-146

Clique aqui para baixar pdf (171 KB) Hepatectomia-laparoscopica-com-portal-unico

Resumo do artigo:

Introdução: Na última década, a cirurgia laparoscópica evoluiu e hoje produz menor trauma graças à redução do número e tamanho dos trocárteres. Recentemente nova técnica com uso de portal único foi descrita.

Objetivo: Descrever os detalhes de uma segmentectomia lateral esquerda (segmentos 2 e 3) laparoscópica com portal único.

Métodos: Portal único com cobertura de gel é introduzido por meio de incisão de 3 cm periumbilical. O procedimento inicia-se com exploração da cavidade com laparoscópio e exame ultra-sonográfico do fígado. É realizado Acesso intra-hepático ao pedículo Glissoniano dos segmentos 2 e 3. O pedículo é seccionado com grampeador com carga vascular. O fígado é seccionado com bisturi harmônico e a veia hepática esquerda é dividida com grampeador. A peça é retirada pelo portal único. A cavidade é revista mas não é deixado dreno.

Conclusão: Segmentectomia lateral esquerda laparoscópica com portal único é procedimento seguro desde que realizado em centros especializados e por equipes com experiência em cirurgia hepática e laparoscopia avançada.

 

Cirurgia de Figado Extrema – Hepatectomia Quase Total

Cirurgia do Figado Extrema – Hepatectomia Quase Total

Dr Marcel Autran Cesar Machado, Professor Livre-docente de Cirurgia da USP, publica trabalho onde realiza uma hepatectomia extrema com sucesso em paciente portador de  colangiocarcinoma (câncer da via biliar) intra-hepático (ou periférico). Este tumor invadia as três veias hepáticas e a cirurgia só foi possível devido à presença de veia hepática acessória.

Palavras-chave: Cirurgia de figado. Hepatectomia extrema. Câncer do fígado. Trisegmentectomia esquerda ampliada. Colangiocarcinoma. Câncer de Via Biliar. Tratamento do Câncer.

Extended left trisectionectomy severing all hepatic veins preserving segment 6 and inferior right hepatic vein
Machado MA , Bacchella T , Makdissi FF , Surjan RT , Machado MC
Eur J Surg Oncol 2008;34:247-251.

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Involvement of all major hepatic veins is usually a contraindication to resection for advanced tumors of the liver. To overcome this surgical challenge some authors described several techniques of hepatic vein reconstruction. Inferior right hepatic vein is sometimes present and drain the posteroinferior area of the right liver (segment 6). In 1987, Makuuchi and co-workers proposed four types of hepatectomy for resection of the main right hepatic vein and preservation of the inferior right hepatic vein. At that time they mentioned that extended left trisectionectomy, one of those four types, had not yet been performed. Ozeki et al. performed an extended left trisectionectomy but the bulk of segment 7 was preserved because of the existence of thick middle right hepatic vein. Similar operation has been performed by Baer and co-workers, also with preservation of part of segment 7. We described a case of extended left trisectionectomy exactly as proposed by Makuuchi in 1987, which comprises left trisectionectomy with resection of segments 7 and 1 by severing all major hepatic veins and preservation of the inferior hepatic vein. Remnant liver was represented by segment 6 alone. To our knowledge this is the first paper to report the extended left trisectionectomy, idealized by Makuuchi and co-workers 20 years ago.

Cirurgia de Fígado – Hepatectomia direita laparoscópica

Cirurgia do Figado – Hepatectomia Direita Laparoscópica

Prof. Dr. Marcel Autran Cesar Machado,  Professor Livre-Docente de Cirurgia, Departamento de Gastroenterologia, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo publica o resultado e a técnica da primeira cirurgia de fígado maior (hepatectomia direita) realizada por laparoscopia no Brasil.

Palavras-chave: cirurgia do figado, cirurgia laparoscópica, câncer de fígado, tumor no fígado, cirurgia de fígado.

Hepatectomia direita por videolaparoscopia.
Autores: Machado MA, Makdissi FF, Surjan RC, Teixeira AR, Bacchella T, Machado MC
Rev. Col. Bras. Cir. 2007; 34(3):189-192.

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Clique abaixo para abrir o vídeo editado com narração.

Introdução : A cirurgia hepática videolaparoscópica foi inicialmente introduzida para o estadiamento de tumores malignos e para a realização de biópsias ou ressecções limitadas do fígado. As ressecções hepáticas por videocirurgia são procedimentos difíceis e que necessitam de experiência tanto em cirurgia hepática como em cirurgia laparoscópica avançada. Nos últimos anos tem havido um crescimento exponencial nas indicações de ressecções hepáticas. Hepatectomias maiores como hemi-hepatectomias esquerda e direita foram descritas em alguns centros do mundo. No Brasil, ainda não se tem notícia da realização de hepatectomia direita por videolaparoscopia. Objetivo: D escrever a técnica detalhada da primeira hepatectomia direita totalmente por videolaparoscopia realizada no Brasil. Método: A técnica empregada foi a dissecção do ramo direito da veia porta e da artéria hepática direita no hilo hepático. Dissecção extra-hepática e secção com grampeador endoscópico vascular da veia hepática direita. Secção do parênquima hepático com uso de bisturi harmônico com secção intra-hepática da via biliar. A peça foi retirada por incisão de Pfannenstiel. Resultado: O sangramento intra-operatório foi estimado em 120 ml. A paciente recebeu alta no 5º dia de pós-operatório. Conclusão: Os autores concluem que a técnica é factível, segura, mas que só deve ser utilizada por equipes que possuem experiência em cirurgia hepática e videolaparoscopia avançada. No Brasil a realização de ressecções hepáticas por videolaparoscopia está em estágio embrionário. A descrição desta técnica tem o objetivo de mudar este cenário.

Cirurgia Laparoscópica

Cirurgia Laparoscópica
Dr Marcel Autran Cesar Machado, Professor Livre-docente de Cirurgia da USP, explica as indicações e vantagens da cirurgia de fígado por laparoscopia.
As vantagens da laparoscopia sobre a técnica aberta incluem: menores incisões, redução na dor pós-operatória, menor tempo de recuperação dos doentes, menor resposta imune, menor tempo de hospitalização e metabólica bem como menores índices de morbidade. O refinamento da técnica cirúrgica e o desenvolvimento de novos instrumentais para uso em videolaparoscopia como bisturi harmônico, grampeadores vasculares possibilitaram a realização de ressecções de órgãos sólido, como o fígado, pâncreas e baço por este método. Nos últimos anos houve um aumento considerável da indicação do uso da laparoscopia no tratamento de doenças do fígado e pâncreas. Em alguns centros mundiais, até 70% das cirurgias do fígado são realizadas por videolaparoscopia. A pancreatectomia distal e a esplenectomia são outros procedimentos complexos que são factíveis por laparoscopia. No Brasil, nos últimos anos houve um aumento exponencial no número de indicações da laparoscopia na cirurgia de fígado, pâncreas, baço e vias biliares. Este assunto tem sido objeto de publicações recentes e diversas variantes técnicas foram, por nós, descritas e podem ser encontradas sob forma de artigos (pdf) ou em vídeos editados.

Colangiocarcinoma

Colangiocarcinoma

Prof. Dr. Marcel Autran Cesar Machado,  Professor Livre-Docente de Cirurgia, Departamento de Gastroenterologia, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

É o tumor hepático maligno primário mais freqüente após o hepatocarcinoma. Desenvolve-se a partir do epitélio biliar e se apresenta como um adenocarcinoma, que pode ser difícil de diferenciar de um tumor metastático. O exame de imunohistoquímica pode mostrar um tumor de origem bílio-pancreática. O aspecto é muito semelhante ao das metástases hepáticas e por este motivo, geralmente o paciente realiza diversos exames na procura do tumor primário (estômago, cólon, mama, próstata) antes do diagnóstico definitivo.

Pacientes com colangiocarcinoma intra-hepático (dentro do fígado) geralmente se apresentam com massas hepáticas assintomáticas, perda de peso, saciedade precoce e anorexia. Como este tumor é geralmente assintomático em suas fases iniciais, a maioria dos pacientes apresentam doença avançada no momento do diagnóstico. Em exames de tomografia computadorizada ou ressonância magnética, o colangiocarcinoma pode ser facilmente confundido com carcinoma hepatocelular ou tumor metastático de origem desconhecida . A biópsia percutânea vai revelar um adenocarcinoma que pode não contribuir para o diagnóstico. Ao contrário do carcinoma hepatocelular, os níveis séricos de alfa-fetoproteína são normais. A procura por um tumor primário responsável por metástase hepática será negativa. Uma lesão solitária não associada à vesícula biliar em paciente sem cirrose hepática, sem tumor primário detectável, com níveis normais de AFP é sugestiva de colangiocarcinoma periférico. A retração da cápsula hepática, visível nos exames de imagem (ultra-sonografia de abdome, tomografia ouressonância), é sugestiva de colangiocarcinoma.

O tratamento é a hepatectomia parcial (retirada de parte do fígado que contém o tumor). Muitas vezes o diagnóstico é tardio e é necessária hepatectomias extensas como trissegmentectomia (retirada de quase 80% do fígado). Como este tumor geralmente se origina em fígado sem cirrose, a realização de grandes ressecções hepáticas (hepatectomia, retirada de fígado) é possível sem resultar em perda da função hepática.



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