Carcinoma hepatocelular

Carcinoma Hepatocelular

Prof. Dr. Marcel Autran Cesar Machado,  Professor Livre-Docente de Cirurgia, Departamento de Gastroenterologia, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Carcinoma hepatocelular, muitas vezes é chamado de hepatocarcinoma, hepatoma ou simplesmente câncer de fígado.

O carcinoma hepatocelular (CHC) está entre os tumores mais freqüentes do aparelho digestivo e é o tumor maligno primário mais comum do fígado. Acomete predominantemente indivíduo do sexo masculino, entre 50 e 70 anos de idade.

O principal fator de risco é a cirrose hepática. A cirrose hepática é o principal fator de risco. Dentre as causas de cirrose hepática as mais importantes são: hepatite viral B e C e alcoolismo crônico.

Sintomas

Em paciente portador de cirrose hepática, os principais sintomas são: aparecimento de ascite (acúmulo de líquido dentro do abdome), dor abdominal, emagrecimento, aumento do fígado, alteração dos exames de função hepática. Sintomas como massa palpável e icterícia (amarelamento da pele e mucosas) são mais tardios e podem indicar doença avançada. Atualmente, com o conhecimento dos pacientes de maior risco, a detecção é precoce e ocorre muitas vezes antes do aparecimento de sintomas, pois os pacientes portadores de doença no fígado são seguidos de perto pelo médico e fazem exames de sangue e imagem regularmente. Desta maneira, consegue-se detectar mais cedo o câncer de fígado e aumenta a chance de cura.

Diagnóstico

O diagnóstico geralmente é estabelecido por exames de imagem como a ultra-sonografia de abdome, tomografia e ressonância magnética. Os exames de sangue podem auxiliar no diagnóstico. A dosagem de alfa-fetoproteína, marcador tumoral de significado clínico para este tipo de tumor, pode contribuir para o diagnóstico e serve como acompanhamento após o tratamento.

Tratamento

O tratamento inclui diversas modalidades que vão depender basicamente do estado em que se encontra o tumor e a cirrose do paciente. Pode ser tratado com intuito curativo com o transplante de fígado (retirada de todo o fígado e substituição por outro retirado de doador com morte cerebral), hepatectomia (retirada de parte do fígado). Outras modalidades de tratamento como ablação com radiofreqüência ou quimioembolização são utilizadas como ponte para o transplante.

Para decidir qual o melhor tratamento para cada paciente, a equipe médica formada por cirurgiões especializados em cirurgia do fígado, hepatologistas (estudioso do fígado que não realiza cirurgias) clínico e oncologistas (cancerologista) com base no tamanho, número e localização do tumor, junto com a gravidade da cirrose hepática (quando presente) e presença de outros fatores de risco (como doenças do coração, pulmão) decide qual a melhor estratégia de tratamento. Por exemplo, existem critérios que limitam a utilização do transplante de fígado: só podem ser transplantados pacientes com tumor único com até 5 cm de diâmetro ou no máximo três nódulos tumorais com diâmetro máximo de 3 cm. Além disso, a doença deve estar restrita ao fígado e não pode haver invasão vascular tumoral (parte de tumor dentro de vaso sanguineo). O motivo disto: emprego do transplante hepático em pacientes com estes critérios apresenta resultados semelhantes ao transplante por cirrose sem câncer.

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