Tratamento laparoscópico do colangiocarcinoma hilar
Dr Marcel Autran Cesar Machado, Professor Livre-docente de Cirurgia da USP e médico do Hospital Sírio Libanês, publica trabalho onde realiza uma hepatectomia esquerda com linfadenectomia com anastomose bilio-digestiva por via laparoscópica.
Palavras-chave: Cirurgia de figado. Hepatectomia extrema. Câncer do fígado. Trisegmentectomia esquerda ampliada. Colangiocarcinoma. Câncer de Via Biliar. Tratamento do Câncer.

Laparoscopic resection of hilar cholangiocarcinoma

Machado MA, Makdissi FF,Surjan RC, Mochizuki M
J Laparoendosc Adv Surg Tech A. 2012;22(10):954-6

Clique aqui para baixar o pdf (243Kb) colangiocarcinoma hilar por videolaparoscopia

Resumo em português:
A ressecção cirúrgica é o único tratamento curativo para colangiocarcinoma hilar.  A hepatectomia laparoscópica tem sido usado para tratar vários tipos de tumores hepáticos. No entanto, as questões técnicas têm limitado a adoção da laparoscopia para o tratamento de colangiocarcinoma hilar. Até o momento existe apenas um relato de procedimento minimamente invasivo para colangiocarcinoma hilar na literatura. O presente procedimento mostra uma ressecção laparoscópica de colangiocarcinoma hilar.
Pacientes e Métodos:
Uma mulher de 43 anos de idade, com icterícia progressiva devido ao colangiocarcinoma hilar do lado esquerdo foi encaminhado para tratamento. A decisão foi realizar uma hepatectomia esquerda laparoscópica com linfadenectomia e ressecção das vias biliares extra-hepáticas. A reconstrução biliar foi realizada utilizando o método híbrido.
RESULTADOS:
O tempo operatório foi de 300 minutos, com a perda de sangue mínima e não há necessidade de transfusão de sangue. A recuperação foi sem intercorrências, eo paciente recebeu alta hospitalar no dia de pós-operatório 7. Patologia revelou uma cholangiocarcinoma bem diferenciado com linfonodos negativos e margens cirúrgicas claras. O paciente está bem, sem sinais da doença 18 meses após o procedimento.
CONCLUSÕES:

A hepatectomia laparoscópica esquerda com linfadenectomia é segura e viável em pacientes selecionados e quando realizado por cirurgiões com experiência em cirurgia hepática e técnicas minimamente invasivas. O uso de um método híbrido pode ser necessária para a reconstrução das vias biliares, especialmente nos casos em que posição e tamanho dos ductos biliares remanescentes podem comprometer a anastomose. Novos estudos ainda são necessários para confirmar o benefício dessa abordagem sobre a cirurgia convencional para colangiocarcinoma hilar.

Resumo em inglês:

BACKGROUND:

Surgical resection is the only curative treatment for hilar cholangiocarcinoma. Laparoscopic hepatectomy has been used to treat several types of liver neoplasms. However, technical issues have limited the adoption of laparoscopy for the treatment of hilar cholangiocarcinoma. To date there is only one report of minimally invasive procedure for hilar cholangiocarcinoma in the literature. The present video-assisted procedure shows a laparoscopic resection of hilar cholangiocarcinoma.

PATIENT AND METHODS:

A 43-year-old woman with progressive jaundice due to left-sided hilar cholangiocarcinoma was referred for treatment. The decision was to perform a laparoscopic left hepatectomy with lymphadenectomy and resection of extrahepatic bile ducts. Biliary reconstruction was performed using the hybrid method.

RESULTS:

Operative time was 300 minutes with minimum blood loss and no need for blood transfusion. Recovery was uneventful, and the patient was discharged on postoperative Day 7. Pathology revealed a well-differentiated cholangiocarcinoma with negative lymph nodes and clear surgical margins. The patient is well with no signs of the disease 18 months after the procedure.

CONCLUSIONS:

Laparoscopic left hepatectomy with lymphadenectomy is safe and feasible in selected patients and when performed by surgeons with expertise in liver surgery and minimally invasive techniques. The use of a hybrid method may be needed for biliary reconstruction, especially in cases where position and size of remnant bile ducts may jeopardize the anastomosis. Further studies are still needed to confirm the benefit of this approach over conventional surgery for hilar cholangiocarcinoma.



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